agosto 06, 2005

Cúmulo do bairrismo

Ao ver o boletim meteorológico ficar chateado por a sua cidade não atingir a temperatura mais alta do país.

Ser ou não ser?!

Ser ou não ser, estar ou não estar, escrever ou não escrever?! Perguntas, perguntas e mais perguntas; estados de espírito, disposições, humores, coerência, incoerência, enfim.. dores de cabeça e problemas! Infelizes de nós... Certas postidelas não podem ou não devem ser feitas enquanto quem escreve não achar que o deva fazer uma vez que certos textos não passam de meras frases de encadeamento futuro. Quando em grupo, falamos, discutimos, trocamos ideias, ofendemos sem nos darmos conta e, simultaneamente, não pensamos o que dizemos, mais tarde ou mais cedo acabamos por ser catalogados de certa forma e, apartir daí, temos de assumir aquele papel, por muito que o não queiramos. Ao escrever tal não acontece estamos a ser (somos) nós, abrimos o nosso eu, somos aquilo que pretendemos, mostramos o que realmente se passa cá dentro, o que pensamos (ou não!), somos diferentes. Contudo, quando muitas pessoas do mesmo tempo têm acesso ao nosso espaço, ao nosso canto, ao nosso diário, quando começamos a ser lidos, a responsabilidade aumenta, há mais cuidado com o que se publica. Temos medo... muito medo! Assim e à questão ser ou não ser eu respondo, porque não, ser e não ser... Os espaços que frequentamos são os nossos palcos onde interpretamos diferentes papéis, temos diferentes atitudes, segmentamos, discriminamos, pois os públicos são diferentes. Afinal de contas, sempre somos actores nesta vida, certo?!

julho 31, 2005

julho 24, 2005

Do baú do Bartoon















Há uns dias atrás vi este cartoon de Luís Afonso na secção do Bartoon do Público e, embora remonte a 02 de Outubro de 2001, penso que continua bastante actual...

julho 22, 2005

A incompetência

Ultimamente tenho ouvido várias pessoas dizerem que não suportam a incompetência, algo que concordo em grande parte. Contudo, desde que voltei a trabalhar na banca encaro esta situação de outra forma. Por vezes, tenho-me sentido incompetente, pois ainda não consegui relembrar e organizar mentalmente os procedimentos/passos certos de determinadas tarefas. Bem sei que (re)comecei há uma semana mas ainda não me sinto nas minhas capacidades plenas, e, acreditem, isso chateia-me. No entanto, espero dentro de uma semana estar completamente operacional nas tarefas que aprendi no ano passado por esta altura. Isto tudo para tentar relacionar a incompetência e a nossa ignorância acerca da outra pessoa, do seu estado/situação, dos seus problemas, da sua envolvente, etc.. No meu caso, como sou cromo e desculpo-me com a minha ignorância safo-me... e quem não tem a minha cara de pau!? Acho que por vezes não damos ao outro a compreensão que este necessita. Obviamente, não estou a falar do incompetente que repetidamente é incompetente (esta redundância foi propositada!). No entanto, acho de bom tom sermos mais pacientes pois muitas vezes estamos a pedir ao funcionário da era da esferográfica que seja tão produtivo como o empregado da era tecnológica e vice-versa, pois, não se esqueçam, que o "choque" é só para alguns... e, infelizmente, continuamos a ter empresários (patrões) a sofrer de miopia e avareza e que pensam "Para quê um computador se há folha e caneta!".

O Português Ideal

"...sobre o português ideal. Assim: tem uma pensão de 1600 contos por mês; tem dois meses de férias como os juízes; reforma-se aos 57 anos como os enfermeiros; acumula um lugar de vogal na Fundação Luso-Americana com o seu emprego, (...); tem o sistema de saúde dos polícias; tem uma verruga mais uma dioptria no olho esquerdo, e mais outro achaque qualquer para chegar aos 80 por cento de deficiência, e quase não paga impostos; tem a esposa na TAP e viaja com descontos; tem um pai militar e faz as compras na Manutenção Militar; tem a mãe médica e não paga consultas, ao abrigo do estatuto deontológico da Ordem dos Médicos; e possui um cartão do PS e outro do PSD pelo que arranja sempre um «tacho»."

Recebido por e-mail

julho 11, 2005

Tempo de Reflexão

Neste fim de semana estive fora da santa terrinha. Casou-se um amigo com uma amiga e foi muito bom vê-los felizes! Também foi bom rever outros com quem privei no passado. Trocaram-se contactos, falou-se da comida, dos putos sentados na mesa agarrados aos jogos dos seus telemóveis, da economia portuguesa, discutiram-se soluções, business ideas and so on... Findo casamento para mim; fui dormir a um hotel, umas voltas nos canais disponíveis e já chega. Volta para um lado, volta para o outro, cigarro à janela, zapping na televisão, sirene do quartel de Bombeiros. Chinfrim Absoluto! Ao fim de cinco minutos, decido vir à recepção, sem objectivo algum mas pelo simples facto de sair do quarto e não acabar com algum choque "otológico". Bebi uma água, mais um cigarro, sempre acompanhado pelo magnífico som da sirene, que tinha como objectivo acordar e chamar os bravos Bombeiros, neste caso os voluntários das freguesias circundantes de Fafe. Como não era o único na sala iniciou-se uma ligeira conversa sobre os incêndios, os interesses que servem e, claro está, do actual estado da economia Portuguesa. Acabei a falar com um emigrante, com a 4ª classe, como fazia questão de referir, mas com uma larga experiência de vida e conhecimento de causa de culturas e sociedades diferentes. A conversa resumiu-se ao seguinte: Eu pago impostos, não acredito nos políticos, eles andam a encher os bolsos deles e, o mais marcante, Deus é o caminho! Não pensem porém que fosse um pregador, simplesmente era um homem de muita fé... De volta ao quarto, reparei que havia um Novo Testamento numa das prateleiras da mesinha de cabeceira e acreditem fiquei até cerca das cinco da manhã a ler. Foi bom reflectir, ler e perceber a diferença entre o escrito e o transmitido.

Ás vezes sinto-me...

"Deficiente"
É aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.

"Louco"
É quem não procura ser feliz com o que possui.

"Cego"
É aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria. E só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.

"Surdo"
É aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.

"Mudo"
É aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.

"Paralítico"
É quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.

"Diabético"
É quem não consegue ser doce.

"Anão"
É quem não sabe deixar o amor crescer.
E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois

"Miseráveis" são todos que não conseguem falar com Deus.

"A amizade é um amor que nunca morre."

(Mário Quintana)


Recebido por e-mail - a definição correcta de certos termos
Título adaptado

julho 01, 2005

Fahrenheit 9/11

Hoje vi pela primeira vez este documentário que todo o mundo já sabe o que relata. Fiquei estupefacto. E, se tudo o que esta obra de Michael Moore retrata for verdade dá vontade de gritar tal como a pobre velha iraquiana, que tinha acabado de perder e enterrar cinco familiares.

junho 21, 2005

O preço do gelo

Depois do belo do repasto fiz-me pelas ruas de Coimbra na procura de um espaço onde tomar a cafezada. Algumas voltas pelas ruas e ruelas, muito sol, pessoas encostadas às sombras curtas dos prédios, vento nem senti-lo, calor muito, vontade de trabalhar muito pouca, rua visconde da luz, e voilá:

13h37 - Café Santa Cruz, Coimbra, Portugal

Entro. Belo monumento, sítio agradável, melhor apresentação do que há uns anos atrás, as mesmas cadeiras, sento-me, acendo um cigarro, empregado aproxima-se e peço um café e um copo com duas pedras de gelo.

STOP!

- Café com gelo! É 1,40 €!
Não que eu lhe tivesse perguntado, mas logo de seguida repliquei:
- Então traga só o café (0,70 €)!
Podia ter perguntado quanto custava o gelo e fazia o número das migalhas mas é melhor não! Deu-me vontade de dizer bem alto: "DASSE! Vão roubar para a estrada!", mas depois lembrei-me que já têm esplanada...

junho 19, 2005

Mau tempo!

Hoje é daqueles dias em que tenho tempo de ir aqui e ali, de fazer tudo e, ao mesmo tempo, nada fazer. Fazes-me falta! Ontem quando falei contigo apeteceu-me pegar no carro e guiar, guiar na tua direcção. Chegar ao pé de ti, abraçar-te, sentir-te, oscular-te... Sinto-me assim, só! Porventura, já não dá! E, Tu continuarás por aí e eu por aqui, ambos, talvez, com a dúvida do que poderia ter sido se tivessemos arriscado mais. Hoje apetecia-me ir ouvir a música do mar, ver o sol e sentir o seu calor, mergulhar e nadar, deitar-me na areia e ganhar cor, mas tu não estás cá... Por isso, prefiro o canto do meu quarto, pois o mar, sem ti, só faz ruído sem sentido.

junho 15, 2005

O que ouviu, o diz que disse e o case study do vinho tinto

A necessidade das pessoas se intrometerem na vida dos outros por vezes é incontrolável, principalmente quando da nossa família chegada (amigos incluídos) se trata. Mal está, quando destes casos não se trata. Mas, o que vou agora, neste nicho de tempo, para este espaço escrever nada tem que ver ou tudo terá! Ao lado do local onde tento maximizar a minha produtividade existe um pequeno café, geograficamente bem localizado, com grande movimento, onde diariamente aparecem muitos clientes, assíduos e não. Neste e noutros locais semelhantes torna-se complicado não ouvir a conversa alheia (só de pensar que estudava em cafés!!! e, em bares!! E depois queixava-me que tinha brancas nos exames!). Hoje foi um desses dias, em que as emissões sonoras provenientes de um indivíduo e de um empregado, em acesa discussão sobre os beneficios vs. maleficios da bebida, focado no case study do vinho tinto, irromperam pelas minhas membranas auditivas e, me fizeram ouvir, porém sem intervir, a conversa de outrém. Um dizia que tinha ouvido dizer que o vinho tinto fazia bem ao coração e ao outro disseram-lhe que o tinto tinha efeitos cancerígenos, ambos com a sua razão tinham constituído uma questão filosófica da qual saíram com a conclusão que tudo dependeria da quantidade. Não intervi na altura, mas vou intervir agora (feio da minha parte!). Não concordo! A resposta está incompleta e deverá ser complementada com a palavra/acção VIVA!

junho 09, 2005

A intervenção da DELTA!

Acho fantástica a intervenção de marketing da DELTA. A última que reparei tem como tema " Água, uma herança a preservar", apresenta também algumas dicas de como poupar água. Sem dúvida alguma que o pacote de açúcar é um espaço que vale muitos milhões em termos de marketing em Portugal. Basta pensar na festa das flores de Campo Maior e lembrar a dimensão ganha graças à DELTA e à publicidade nos pacotes de açúcar. O pacote de açúcar é um nicho de mercado para campanhas de marketing! Será que os políticos desta terra já se lembraram disso?!

junho 03, 2005

Loucura e inovação total!

No outro dia um grande amigo meu mostrou-me um convite de casamento absolutamente genial! O convite é original e inovador pois o noivo antes de se casar realiza a defesa de relatório de estágio que lhe permitirá terminar a licenciatura e, seguidamente, o respectivo rasganço como manda a tradição académica. Melhor do que isto só vendo o convite! Neste, existe um desenho com a ilustração do departamento, o traje em bocados à porta deste e, um desenho figurativo do noivo a correr em direcção aos braços da sua amada que espera ansiosamente por ele. Caso para dizer que, certamente, será a loucura total e que imaginação não falta!

maio 25, 2005

Teoria II - Acomodação

Há muitas razões que podem ser apontadas para a crise portuguesa, uma delas é sem dúvida a acomodação. Considero a acomodação como um ciclo repetitivo que só se sai com bastante esforço, caso contrário ao fim de vários loops entramos no ciclo vegetal, em que nos arrastamos e nos deixamos levar ao sabor do vento e acabamos por nos estar a borrifar para tudo.

Teoria I

Com o novo endereço das páginas amarelas na web (www.pai.pt) e com as horas que passo neste site a pesquisar informação para completar bases de dados, um dia destes ainda me veêm a pedir conselhos à lista telefónica.

maio 21, 2005

Teorias - preâmbulo

Como por vezes dou por mim a construir várias teorias vou tentar iniciar uma sequela de teorias - talvez assim consiga auto-disciplinar a minha escrita e o tempo que lhe dedico neste espaço.

OAF já tem site!

Finalmente já temos site! Demorou mas foi e até que nem está mau de todo. O link é o seguinte : www.academica-oaf.pt.

maio 09, 2005

Briosa sempre!

Mais uma vez foi sofrer. Mas, ao contrário de anos anteriores desta vez os nossos jogadores e equipa técnica garantiram-nos a permanência mais cedo. Parabéns a todos! E, obrigado por mais um ano de futebol na primeira.

maio 07, 2005

Começa a velhice!

Quando será que nos começamos a sentir velhos? Acho que percebi que nos tornamos velhos sempre que parte alguém que de alguma forma desempenhou um papel nas nossas vidas. E, assim é! Hoje voltou a acontecer, infelizmente morreu Jorge Perestrelo, o mito, o comentador futebolístico de eleição. Quem não se lembra das sua célebres expressões «Ripa na rapaqueca!» ou «Qué qué isso, meu?!»? E, que apoiante frenético de futebol o vai esquecer? Quem vai esquecer aqueles tardadas da SIC em que jogos enfadonhos, sem história nenhuma, se tornavam em grandes epopeias futebolísticas? Eu não vou! E vou continuar a usar as mesmas expressões que o grande Perestrelo e as próximas gerações que não tiverem conhecimento vão achar graça e dizer algo "O que raio disse o velho?". E isto é a velhice! Ideias e expressões velhas num mundo em constante mudança.

Para ti grande Perestrelo: Boa viagem! Até sempre!