outubro 29, 2005

À conquista do espaço!

Foi desta postidela que surgiu a anterior. Como todos os que escrevem, bem sabem, por vezes, quando se inicia um texto sem rumo bem definido, em volta de um determinado tema, a tinta, na maioria dos casos, foge para outro. Mas, o que queria escrever era acerca da incessante necessidade das pessoas, neste caso eu, de ter o meu espaço. Aqui tenho um espaço virtual, contudo necessito, como grande maioria dos meus contemporâneas, do meu próprio espaço físico, do meu canto, da minha casa, do meu lar. Não necessito, nem quero que seja o final, e, neste sentido, tenho encetado conversações com os meus Pais que, na maioria das vezes, acabam em discussões. Espero que esteja para breve... e, penso que hoje foi o lançamento da primeira pedra. Haja esperança!

Era uma vez.. no Espaço!

Quem se lembra da série? Belas manhãs enroladinho no cobertor e deitado no sofá, enquanto lá fora chuviam cães e gatos... Isso sim, eram desenhos animados... E a letra, alguém se lembra? Para os mais nostálgicos aqui fica a letra.

Lá em cima há planícies sem fim
Há estrelas que parecem correr
Há o Sol e o dia a nascer
E nós aqui sem parar numa Terra a girar

Lá em cima há um céu de cetim
Há cometas, há planetas sem fim
Galileu teve um sonho assim
Há uma nave no espaço a subir passo a passo




Lá em cima pode ser o futuro
Alegria, vamos saltar o Mundo
E a rir, unidos num abraço
Vamos contar uma história
Era uma vez o Espaço

Lá em cima já não há sentinelas
Sinfonia toda feita em estrelas
Uma casa sem portas nem janelas
É estender um braço e tu estás no Espaço!

Tempo de Família!

A selva do quotidiano tem me conduzido a uma abstracção completa e profunda da realidade da minha Família. E, agora que o penso, lamento-o. A noite de ontem foi de reunião familiar, não a de sangue, mas a que vai fazer parte de algumas das histórias, parábolas e analogias que vamos um dia contar aos nossos mais novos. E, foi fantástica! É bom estar! É bom sentir! É bom sorrir! É bom partilhar! Contudo, dei conta que, de alguma forma, tenho-me alheado da vida dos amigos o que me torna mais pobre e egoísta. Não posso continuar a compactuar com isto e só espero ter esta percepção de tempo a tempo.

A todos as minhas mais sinceras desculpas.