julho 31, 2005

julho 24, 2005

Do baú do Bartoon















Há uns dias atrás vi este cartoon de Luís Afonso na secção do Bartoon do Público e, embora remonte a 02 de Outubro de 2001, penso que continua bastante actual...

julho 22, 2005

A incompetência

Ultimamente tenho ouvido várias pessoas dizerem que não suportam a incompetência, algo que concordo em grande parte. Contudo, desde que voltei a trabalhar na banca encaro esta situação de outra forma. Por vezes, tenho-me sentido incompetente, pois ainda não consegui relembrar e organizar mentalmente os procedimentos/passos certos de determinadas tarefas. Bem sei que (re)comecei há uma semana mas ainda não me sinto nas minhas capacidades plenas, e, acreditem, isso chateia-me. No entanto, espero dentro de uma semana estar completamente operacional nas tarefas que aprendi no ano passado por esta altura. Isto tudo para tentar relacionar a incompetência e a nossa ignorância acerca da outra pessoa, do seu estado/situação, dos seus problemas, da sua envolvente, etc.. No meu caso, como sou cromo e desculpo-me com a minha ignorância safo-me... e quem não tem a minha cara de pau!? Acho que por vezes não damos ao outro a compreensão que este necessita. Obviamente, não estou a falar do incompetente que repetidamente é incompetente (esta redundância foi propositada!). No entanto, acho de bom tom sermos mais pacientes pois muitas vezes estamos a pedir ao funcionário da era da esferográfica que seja tão produtivo como o empregado da era tecnológica e vice-versa, pois, não se esqueçam, que o "choque" é só para alguns... e, infelizmente, continuamos a ter empresários (patrões) a sofrer de miopia e avareza e que pensam "Para quê um computador se há folha e caneta!".

O Português Ideal

"...sobre o português ideal. Assim: tem uma pensão de 1600 contos por mês; tem dois meses de férias como os juízes; reforma-se aos 57 anos como os enfermeiros; acumula um lugar de vogal na Fundação Luso-Americana com o seu emprego, (...); tem o sistema de saúde dos polícias; tem uma verruga mais uma dioptria no olho esquerdo, e mais outro achaque qualquer para chegar aos 80 por cento de deficiência, e quase não paga impostos; tem a esposa na TAP e viaja com descontos; tem um pai militar e faz as compras na Manutenção Militar; tem a mãe médica e não paga consultas, ao abrigo do estatuto deontológico da Ordem dos Médicos; e possui um cartão do PS e outro do PSD pelo que arranja sempre um «tacho»."

Recebido por e-mail

julho 11, 2005

Tempo de Reflexão

Neste fim de semana estive fora da santa terrinha. Casou-se um amigo com uma amiga e foi muito bom vê-los felizes! Também foi bom rever outros com quem privei no passado. Trocaram-se contactos, falou-se da comida, dos putos sentados na mesa agarrados aos jogos dos seus telemóveis, da economia portuguesa, discutiram-se soluções, business ideas and so on... Findo casamento para mim; fui dormir a um hotel, umas voltas nos canais disponíveis e já chega. Volta para um lado, volta para o outro, cigarro à janela, zapping na televisão, sirene do quartel de Bombeiros. Chinfrim Absoluto! Ao fim de cinco minutos, decido vir à recepção, sem objectivo algum mas pelo simples facto de sair do quarto e não acabar com algum choque "otológico". Bebi uma água, mais um cigarro, sempre acompanhado pelo magnífico som da sirene, que tinha como objectivo acordar e chamar os bravos Bombeiros, neste caso os voluntários das freguesias circundantes de Fafe. Como não era o único na sala iniciou-se uma ligeira conversa sobre os incêndios, os interesses que servem e, claro está, do actual estado da economia Portuguesa. Acabei a falar com um emigrante, com a 4ª classe, como fazia questão de referir, mas com uma larga experiência de vida e conhecimento de causa de culturas e sociedades diferentes. A conversa resumiu-se ao seguinte: Eu pago impostos, não acredito nos políticos, eles andam a encher os bolsos deles e, o mais marcante, Deus é o caminho! Não pensem porém que fosse um pregador, simplesmente era um homem de muita fé... De volta ao quarto, reparei que havia um Novo Testamento numa das prateleiras da mesinha de cabeceira e acreditem fiquei até cerca das cinco da manhã a ler. Foi bom reflectir, ler e perceber a diferença entre o escrito e o transmitido.

Ás vezes sinto-me...

"Deficiente"
É aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.

"Louco"
É quem não procura ser feliz com o que possui.

"Cego"
É aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria. E só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.

"Surdo"
É aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.

"Mudo"
É aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.

"Paralítico"
É quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.

"Diabético"
É quem não consegue ser doce.

"Anão"
É quem não sabe deixar o amor crescer.
E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois

"Miseráveis" são todos que não conseguem falar com Deus.

"A amizade é um amor que nunca morre."

(Mário Quintana)


Recebido por e-mail - a definição correcta de certos termos
Título adaptado

julho 01, 2005

Fahrenheit 9/11

Hoje vi pela primeira vez este documentário que todo o mundo já sabe o que relata. Fiquei estupefacto. E, se tudo o que esta obra de Michael Moore retrata for verdade dá vontade de gritar tal como a pobre velha iraquiana, que tinha acabado de perder e enterrar cinco familiares.